Leishmania é um gênero de protozoários pertencente à ordem Kinetoplastida. Atualmente são reconhecidas três espécies envolvidas na etiologia da doença: Leishmania (Leishmania) donovani e Leishmania (Leishmania) infantum presente no Velho Mundo e Leishmania (Leishmania) chagasi preponderante no Novo Mundo, o qual se inclui o Brasil. Essa doença é transmitida pela picada de um flebótomo, infectado pela Leishmania, o qual introduz no hospedeiro as formas promastigotas (flageladas) que, nas células do sistema fagocítico mononuclear, transformam-se em formas amastigotas (sem flagelos). A forma amastigota multiplica-se, rompendo e invadindo outras células fagocitárias do hospedeiro vertebrado. Os reservatórios de leishmaniose incluem: roedores, felinos, caninos, seres humanos infectados e outros animais.
Estudos têm demonstrado que a PCR tem especificidade e sensibilidade altas quando comparada a métodos microbiológicos e imunológicos clássicos utilizados no diagnóstico da leishmaniose, entretanto, não deve ser usada para acompanhamento de animais tratados. A PCR pode ser utilizada em qualquer amostra biológica, incluindo pele, sangue, aspirado de linfonodo e medula óssea. Deve-se observar que o resultado negativo da PCR frente a uma sorologia positiva pode indicar que não há a presença do parasito no sangue circulante periférico.
Material:
Aspirado de medula óssea e linfonodos, biópsia de lesões.
Método:
Reação em Cadeia da Polimerase – PCR. Reação de amplificação que define a presença do DNA do cinetoplasto da Leishmania sp.
Conservação para envio:
Aspirado de medula óssea e linfonodos: enviar em temperatura ambiente em 24 horas em frasco estéril (ependorf). Biópsia de lesões devem ser enviadas sem formol, em gelo seco. Pode ser enviado em etanol e congelar imediatamente. As amostras devem ser processadas em, no máximo, 48 horas.
Prazo para entrega do resultado:
10 dias úteis (considerar segunda-feira à sexta-feira como dias úteis).