A técnica depende da suspeita clínica. Caso o médico veterinário ainda tenha dúvidas sobre a suspeita há
possibilidade da realização de duas lâminas com técnicas diferentes.
Segue uma tabela com a suspeita e a técnica adequada para o exame, em todos os casos, o animal deve estar sem banho há pelo menos 7 dias e não estar fazendo uso de qualquer medicação tópica ou oral.
| Suspeita clínica | Técnica para coleta de raspado cutâneo |
| Demodex canis | A parte da pele afetada deve ser comprimida vigorosamente entre os dedos para facilitar a extrusão dos ácaros do interior dos folículos. Os raspados devem ser profundos até se observar sangramento capilar e realização de diversos locais. |
| Notoedres cati | Os raspados devem ser superficiais, já que o ácaro cava túnel no extrato córneo da epiderme e devem cobrir áreas extensas, pois pode ser difícil encontrar esse ácaro. Deve-se realizar ainda o raspado em áreas com pápulas extensas, crostas amarelas, na região axilar e borda da orelha. |
| Otodectes cynotes | Coletar material próximo as orelhas , inclusive raspado profundo. |
| Sarcoptes scarbei | Os raspados devem ser superficiais, já que o ácaro cava um túnel no estrato córneo da epiderme e devem cobrir extensas áreas, pois pode ser difícil encontrar esse ácaro. Deve-se realizar ainda o raspado em áreas com pápulas extensas, crostas amarelas, na região axilar e borda da orelha. |
| Dermatófitos | Colher material superficial da pele limpa, após cortar o pêlo, de lesões características, as quais variam desde a forma clássica arredondada, eritrematosa com bordas elevadas, até nódulos ulcerados e granulomatosos, alopecia e foliculite. |
| Fungos | Efetuar um raspado superficial. Caso o problema de pele esteja associado a um otite realizar uma citologia do conduto auditivo em conjunto com o raspado de pele. |